terça-feira, 2 de agosto de 2011

Adeus

Não me venhas cobrar o que por direito não tens
Pois analise...

Por sóis e luas tentei ser educado
Por dedos e bocas tentei ser agradável
Por páginas e canetas tentei tua amizade cativar
E pude nada mais que um eco seco e curto captar

Então considerei...

Quando deixei Chronus prosseguir com sua labuta
Horas esticaram, dias multiplicaram, sons emudeceram
Percebi que me esforçava sozinho e me entristeci,
Adormeci, e que o inverno me envolvesse eu permiti

Assim concluí...

Não importa quão forte meu argumento seja
Ou quão belas possam ser as atitudes minhas
Ou quanto de tua amizade queira ter
Em meu mundo não há beleza pra tu querer

Então decidí...

Tempo, cuidado e atenção não mais contigo gastarei
Reservo-me dedo, olho, ouvido e língua
Permito-me tomar as asas do vento e pra cima subir
Nem meu adeus a ti competes ouvir

5 comentários:

Sarah Rennó disse...

"É na angústia que o homem toma consciência de sua liberdade (…) na angústia que a liberdade está em seu ser colocando-se a si mesmo em questão”. Eu não poderia, de forma alguma, não me referir à Jean Paul Sartre ao ler "Adeus". Lindo Sal! Bjos

Sal Pereira disse...

Obrigado Sarah!

UMP IPB Alfenas disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Ingrid Valverde disse...

Muito bonito!!

Regina Helena disse...

Parabéns pelo blog, Sal.Deus o abençoe, sempre! Que os seus dedos possam colorir muitas páginas e que sua vida seja de um adorador que honre e glorifique o Pai, em todo tempo.