domingo, 17 de julho de 2011

Mergulho no Céu Azul

Permito-me tomar vôo nos meus pensamentos e fugir pra algo bem distante. Gostaria de me ancorar nas nuvens de algodão do céu azul.
Certa vez disse que seria bom um mergulho no céu azul e sinto-me necessitado novamente de fazê-lo. Não como outrora fiz, porém mais profundo do que antes. Se possível, bem mais.
Permito-me deixar ser levado pelas asas de minha imaginação até a lua, pois à noite lá talvez minha ansiedade se silencie entre as pedras mudas e o solo surdo.
Mas pra onde fugirei de mim mesmo? Onde conseguirei extinguir essa fome desejosa e insaciável? Pois com minhas próprias mãos e unhas escavo pedra e terra a procura de saciá-la. Mas isso é como o conto do ciclo do carrossel doentio. Sempre voltamos ao mesmo ponto. Vejo que giro, giro e giro e cá estou eu, novamente. Como no conto do carrossel doentio, eu não posso mais por mim mesmo. Não posso combater a ansiedade da minha fome voraz. Então me lembro dos Teus braços e do Teu amor...
Lembro-me da Tua força e do Teu poder. Do que és capaz de fazer por mim.
Já provaste mais de uma vez; com meus olhos vi, com meus ouvidos ouvi e com minha boca senti o sabor de Tua companhia. Ja vieste a mim mais de uma vez e eu sei que não posso resistir...
Realmente devo deixar terra e pedra, e mergulhar mais uma vez no profundo céu azul, pois por mais fome que tenha, por mais insaciável que pareça ser, só no imenso azul que consigo voar com as asas bem abertas e me deixar ser levado por Ti.

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